O avanço dos minerais críticos no Brasil representa uma oportunidade que vai muito além da descoberta de jazidas e da implantação de minas. Para transformar nosso potencial geológico em desenvolvimento econômico, precisamos conectar pesquisa mineral, processamento, tecnologia, infraestrutura, financiamento e indústria.
Com a instituição da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), o país tem a oportunidade de estruturar cadeias produtivas capazes de gerar maior valor agregado, inovação e empregos especializados.
À frente do desenvolvimento de projetos minerais pela Ore Minerals, no Paraná e em Santa Catarina, acompanho de perto os desafios e as oportunidades desse mercado. A pesquisa geológica é o ponto de partida, mas o verdadeiro potencial econômico depende da integração entre empresas, universidades, centros tecnológicos, investidores e poder público.
O Brasil não precisa necessariamente concentrar todas as etapas da cadeia produtiva em seu território. Precisa, sobretudo, criar condições para participar de forma competitiva daquelas em que possui vantagens estratégicas.
O papel da Ore Minerals
A Ore Minerals desenvolve um portfólio de projetos de terras raras e lítio que ultrapassa 30 mil hectares. Seu projeto mais avançado, Rio Negro (PR), tem produção-piloto prevista para 2028 e apresenta potencial para fornecer insumos à cadeia internacional de terras raras. O portfólio inclui ainda os projetos Campo Alegre (SC) e Palermo (PR).
Recentemente, participei da Missão Internacional Brasil-China 2026, promovida pelo Ministério de Minas e Energia e pela ApexBrasil, para apresentar o Projeto Rio Negro a potenciais parceiros internacionais.
Nosso objetivo é contribuir para uma cadeia de minerais críticos mais diversificada, conectando o potencial mineral brasileiro às demandas tecnológicas e industriais do mundo.
O desafio do Brasil não é apenas descobrir seus recursos minerais, mas transformá-los em desenvolvimento, tecnologia e competitividade.